sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Uma bicicleta nova, qualquer um pode comprar, basta ter dinheiro.

Para comprar uma bicicleta antiga é necessário ter amizades, conhecimento e outras coisas que o dinheiro não compra.
A tua bicicleta nova daqui a dez anos será uma bicicleta velha, a minha continuará a ser uma clássica. Uma bicicleta antiga não se vende, se transfere o privilégio de possuí-la a um amigo.
Quando te perguntam na rua qual é o valor da bicicleta: "Bicicleta antiga não tem preço porque não existe para vender: quem achou uma, tem; quem não tem, fica só olhando".
Bicicletas antigas: uma paixão sem limite de idade.
Bicicleta antiga é cultura.
Bicicleta antiga é como mulher de amigo: você olha, admira, mas não toca.
Você não para de andar de bicicleta porque fica velho. Você fica velho porque parou de andar de bicicleta.
A bicicleta antiga exige atenção, disciplina, amor e carinho. Quanto mais antiga, mais ela precisa. A retribuição vem naturalmente.
Possuir uma bicicleta antiga realiza no presente um sonho do passado.
A beleza da bicicleta antiga é a história que nela está inserida.
As pessoas costumam confundir o velho com o antigo. O primeiro não exige nenhum esforço para obtê-lo , apenas devemos deixar o tempo agir de forma predominante e covarde. O segundo exige de nós o máximo de carinho , respeito e amor, tornando-o tão único e especial, que podemos chamá-lo de clássico.
Deixa que as novas passem, passem a voar. Devagar eu vou chegar e com a minha antiga vou abafar. Quem possui uma bicicleta antiga, possui também um pedaço da história.
Bicicleta antiga não anda nem voa, desfila.
Andar de bicicleta antiga, é sentir-se no passado, mas curtindo o presente.
A oportunidade de se ter uma antiga às vezes aparece somente uma vez na vida; não deixe escapar pelas mãos.
Eles tem adrenalina no sangue, nós temos ferrugem.
O tempo fez a seleção natural das bicicletas que passaram pela história e das que fizeram história.
As clássicas sobreviveram ao tempo e aos avanços do mundo moderno: obras de arte são assim!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Essa cidade está precisando demais de algumas bicicletas...

A cidade de trânsito crescente... De vidas que deveriam ser sempre alegres saúdes, saudades e sortes de pó e de lama de chuva e de plantas. Carroceiros e charretes e carros... Ruas fuxicam concertos, carros brigam por entre os canteiros, tudo quer dizer seu canto de estar... Carros de tantos modelos e tão poucos modos, equiparados aos desejos consumidores de vôo e viagens... E os pedestres em deslocamento natural... Carros correndo lotando os jornais; venda troca mata e morre. Crianças, cuidado com a rua, o carro que corre, o moço, o baque, o sangue, o tranco, o susto, o choque. Passa correndo um senhor de idade, passa correndo na medida de suas forças, passa se arrastando, passa distraído, passa correto no ir e vir dos seus cidadãos, dos seus cavalos a motores, janelas, cintos, bancos cinzas e embaçados. Ciclistas de chapéus, capacetes, roupas fortes cores, brancas. Nos jardins e nas calçadas, folgados foguetes mornos, polidos plásticos de alarmes tristes e tediosos. Minhas pupilas Sucupiras, minhas avós, minhas mães e minhas tias, de sombras aconchegantes, em dias quentes e seus filhotes João de Barro. Família de gerações cheias de presença... Em minha cidade qualquer do Brasil... Essa crônica é de um poeta desconhecido, mas, apaixonado por bicicletas...
_A bicicleta na cidade da gente de curvas largas e sombras fartas, de retas longas e espaços amplos, de sol no céu e nos passos a lua, nos traços e estrelas por todos os lados... O clima sempre bem temperado com o povo de todo canto...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ele anda de bicicleta pra baixo e pra cima...

Todas as pessoas que gostam muito de bicicleta são meio estranhas... Triste são as bicicletas que ainda não tem um dono para andar nelas e cuidar delas com carinho e de vez em quando deixar algum amigo dar umas voltinhas: e,logicamente, que, sem esmerilar; e sem levantar a roda da frente; e sem passar no buraco para empenar as rodas; e, principalmente, assentar direito para não quebrar a mola do selim. Quer saber mesmo - não vou emprestar nunca mais a minha bicicleta, pode estar pintado até de ouro... Estou brincando, o que é meu, será de todo mundo.
Nunca vi uma pessoa gostar tanto de andar de bicicleta - pra baixo e pra cima...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O marido dela saiu de casa montado numa bicicleta no dia 25 de Janeiro. Ainda bem que não fugiu de bicicleta no dia 25 de dezembro com uma garotinha.

Ele estava mais decidido do que nunca e preferiu - achando melhor - não falar nada prá ninguém: levava uma bicicleta e uma garota de menor, uma caixa de ferramentas de pedreiro, vestia calça azul, camisa verde, blusão cinzento tipo militar, e calçava botas de borracha ...Foi dito pelos poucos que chegaram vê-los cairem no capinado...
Disseram que parecia que o casal estava partindo para nunca mais voltar. Não sei porque o casal teve o prazer de contar uma desgraça desse tamanhão para uma recém-casada com menos de oito meses de gravidez...! Os vizinhos preocupados nunca viram uma mulher ficar andando de bicicleta grávida quase na hora de ganhar... Diz ela que se for homem terá o nome do pai porque tinha sido combinado.
_Como a verdadeira esposa não teve mais notícias estava esperando o pior. Achava que o marido lhe abandonou de vez porque estava cada vez mais estranho e
frio. Ela acha e tem quase certeza que foi depois da gravidez. E até agora ela não sabe para que fugir com a mocinha do circo que andava no trapésio e que não tem mais experiência de nada, ela quer ver mesmo será na hora de lavar as cuecas dele. Falando é igual uma lavadeira em dia de chuva disse também que agora tudo está mais claro - todos os dias que o circo esteve na cidade não perdeu nenhum dos espetáculos. Falou o nome dela no sonho: e disse prá dispistar que era o nome de uma coleguinha de escola que tinha sido sua namorada e que tinha sido um namorica bobo.

Parece que ela está bastante decidida e agora não lhe interessa mais nada: se ela fugiu com ele montada na garupa ou fugiu com o seu desgraçado ex-marido montada no quadro. Se ela pegar os três vai acabar com todos. Ela sabe que não tem nada a ver, mas, mesmo assim ela odeia todas as bicicletas. A culpa só pode ter sido da bicicleta mais bonita de todas. A desenvergonhada do trapézio apaixonou parecendo ser uma carência paterna, disse outro dia um psicólogo na televisão, num caso mais ou menos parecido.
Agora todos os dias e as vezes até de noite quando o sono não chega, ou sono some, ela não sai mais da janela esperando o marido voltar: sozinho e Deus, e a bicicleta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Andar de bicicleta está começando entrar na moda e tudo isso não deixa de ser bastante interessante. Bicicletas antigas que eram sucatas, ressucitaram

O Brasil, ao longo dos anos, vem enfrentando uma crise de mobilidade urbana que parece não ter fim. Os deslocamentos feitos atualmente se configuram como verdadeiros tormentos para as pessoas, pois fica evidente que, com a expansão das cidades (espalhamento), a malha urbana cresce sem controle e aqueles que mais precisam acabam se distanciando dos bens e serviços, dificultando-lhes tanto a macro como a micro-acessibilidade tão almejada.
A bicicleta além da fácil aquisição e do baixo custo de manutenção ganha cada vez mais espaço nas cidades brasileiras, por ser bastante eficiente no quesito “tempo de deslocamento”. Mas é preciso entender que o estímulo da utilização da bicicleta como meio de transporte vai além da participação do poder público com a construção de ciclovias, faixas compartilhadas, bicicletários.
No meio urbano, é visível esse crescimento, por parte de estudantes e de profissionais em geral, que utilizavam as “bikes” apenas por lazer, mas que o fazem agora para trabalhar e estudar, não por economia, mas pela busca da melhoria da qualidade de vida.
Além de propiciar ao ciclista uma forma divertida de cuidar da saúde, andar de bicicleta faz com que se olhe para sua cidade de uma maneira diferente, pois a percepção do cenário visto sobre a sela da sua “bicicleta” difere drasticamente do cenário visto da janela do seu carro. As vantagens de utilizar a bicicleta são inúmeras, mas o melhor ainda está por vir: pedalar é a garantia de emissão zero de poluentes no nosso meio-ambiente.
Curta sua cidade, cuide de sua saúde e proteja o meio-ambiente. Pedale!
( O ideal nessa vida era que tivessemos um carro e uma bicicleta e uma moto e uma companheira interessante - e que a companheira fosse educada e bonitinha - e de preferência não deixasse nunca de gostar de tudo que é bom nessa vida, independentemente de qualquer fase das nossas vidas... )



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Não quero nem saber: não quero mais deixar de andar de bicicleta, mesmo sabendo, que não entendo direito o por quê que tem que ser andar de bicicleta?

A bicicleta é um veículo com duas rodas presas a um quadro movido pelo esforço do próprio usuário (ciclista) através de pedais. Foi inventada no século XIX na Europa e evoluiu rapidamente até o modelo atual das bicicletas. Com mais de um bilhão de unidades em todo o mundo, a bicicleta é usada tanto como meio de transporte, como objeto de lazer e para competições desportivas de ciclismo.
A bicicle
ta afetou consideravelmente a história tanto no campo industrial como no cultural. No início, a bicicleta inspirou-se em tecnologias pré-existentes. Hoje, no entanto, tem contribuído para outras áreas. Além de lazer e transporte, as bicicletas estão sendo adaptadas para outras utilizações, na área militar e em esportes.
A bicicleta também é bastante utilizada como meio de transporte no dia-a-dia, por ser um transporte barato, ecológico e saudável.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E já não se trata de um desejo sentimental, de uma saudade infantil, de uma reminiscência do tempo da pobreza, de um regresso ao passado.Uma bicicleta

_Hernesto Che Guevara...
Você sabia que um dos mais famosos de todos os guerrilheiros era chegado em fazer uma revolução, adorava também as mulheres e gostava muito
de motocicleta e das bicicletas? E com muita honra acabou participando como o personagem principal do famoso "Diário de Motocicleta", que por sua vez virou um filme de sucesso no mundo todo. Para quem não sabe, o filme é do cineasta brasileiro Walter Salles.
O bonitão Che Guevara fazia muito sucesso com praticamente todas as mulheres: e os amigos mais chegados garantiram que o médico guerrilheiro - além de conquistador - era chegado também numa bicicleta para passear com as namoradas, e descobrir novas cachoeiras para tomar banho pelado. A herança de gostar muito das namoradas e de bicicletas foi do avô, uma figura muito divertida.

Che tinha 8 bicicletas
que herdou do avô, uma mais bonita do que a outra. Na foto uma das bicicletas que herdou - acredita-se que, pelo fato de ser vermelha, era a s
ua preferida.
O guerrilheiro sempre achou que as bicicletas seriam grandes alternativas para o futuro das nações modernas,
principalmente para manter a forma e despoluir as paranóias futuras e do presente, e, por quê não do passado...
_As bicicletas têm de fazer parte das nossas-novas cidades. As bicicletas são a nossa-nova arma contra as alterações climáticas. São ecológicas, porque não poluem o ar nem
fazem ruídos, e nos ligam aos elementos: a textura do chão, o vento, os aromas. Dispensam as bombas de gasolina e os seus depós
itos subterrâneos, por vezes no meio de bairros residenciais. Nos podem permitir atravessar parques, jardins, reservas naturais, bastando apenas simples e seguros corredores ecológicos de ligação e passagem.
São econômicas, graças à simplicidade mecânica, e porque as infraestrut
uras necessárias já existem, só falta adaptá-las, riscá-las no pavimento, recuperar vias e caminhos que foram abandonados porque não serviram para os automóveis, redesenhar os cruzamentos e inverter o modelo que existe.
E vejamos, não temos nada contra todos os tipos de veículos, estamos sim, fazendo mídia para as bicicletas, para colaborar e diminuir o número de veículos em circulação, ou melhor dizendo, os muitos e muitos carros.
O guerrilheiro Che, que também nas horas vagas era chegado em dar uma voltas de bicicleta para refrescar as idéias ...